quarta-feira, 28 de abril de 2010

Valsa à Emanuelle.

 A poesia abaixo foi feita por uma grande amiga...
Obrigada Cíntia! Amei a homenagem.

Valsa à Emanuelle.


Os anjos se bastam
Os anjos são castos
Homens se matam
Negam a poesia e se tornam amaros
Mas há anjos e anjos,
Há anjos e mulheres
Cobertos com mantos
E com flores.

E enquanto houver poetas,
A profundidade e as valsas,
A filosofia e as cantatas,
Haverá o último gemido de amor.
Haverá agulhas e facas,tristeza e dor.
E haverá mais,muito mais labor.

Enquanto houver utopia,
Haverá a palavra "não".

Ah,melodia...
Peço o perdão,
Mas minha taça está vazia.
Queria falar de santos e de flores,
De mulheres e de amores.
Quem sabe de anjos...
Mas não posso.
A profundidade não possui meu corpo.

Uma valsa. Desejo uma valsa.
Um gole à mais bela.
A dona da ternura de graça
Àquela que é eterna
Um gole à dona das tardes escuras
À senhora do inverno.

O nome desta?
Será Teresa, Sofia, Brida?
Não, não é só um nome.
É um nome que se basta
Por si só, e que não necessita
Sequer de um nome.
Não é Sofia
Nem Brida.

Uma valsa.
De que vale possuir um nome?
O corpo traduz, expira e exala
A graça que a dona possui.
 

Uma única e última valsa.


Setembro/2008.


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